Número de endereços na web chega ao limite

O protocolo que identifica os sites e máquinas conectados à internet está esgotado e precisa ser trocado

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Se um usuário da internet abrir a janela de seu navegador e digitar a sequência numérica “66.220.149.32”, ele verá aparecer na tela o site da famosa rede social Facebook (http://www.facebook.com), pois essa numeração é a sua real forma de identificação na rede mundial de computadores. Com o aumento da quantidade de sites e equipamentos com acesso à web, essa combinação de números, que permite a existência de 4,3 bilhões de endereços da internet, chegou ao seu limite neste mês de fevereiro.

A Iana, entidade que controla a distribuição desses números – conhecidos como protocolos de internet (IP) -, disponibilizou no início deste mês o último bloco de endereços restante. Agora, a solução para que a rede mundial de computadores continue suportando o crescimento do número de websites é a mudança do padrão atual de protocolo da internet IPv4 para o IPv6. Este novo padrão – que substitui o que já vinha sendo utilizado há mais de 30 anos – poderá suportar até 340 decilhões de novas combinações de números, realimentando a expansão da rede.

A questão é que o novo sistema de endereçamento não é compatível com o atual. Como acontece com toda mudança, a migração do padrão IPv4 para o IPv6 trará algumas implicações. No entanto, essa alteração afetará mais as operadoras, os provedores e quem tem um site na internet do que os usuários.

Adaptação

Para se tornarem acessíveis após a mudança, os sites deverão contar com novas versões, adaptadas para o IPv6. As empresas que prestam serviço de acesso e hospedagem deverão contar com novos servidores – ou pelo menos alterar as configurações dos atuais, se estes não forem muito antigos. O mesmo se pode dizer dos roteadores e modems dos usuários domésticos e corporativos.

“Tudo depende da tecnologia utilizada pela operadora de internet e pelo usuário. Algumas empresas podem atualizar o software do modem do usuário remotamente. Mas o equipamento pode ser trocado se for muito antigo e não suportar o protocolo, impedindo o acesso à internet”, avisa o coordenador do projeto IPv6.br da entidade de gestão da internet no Brasil, Antonio Moreiras.

Estima-se que o Brasil ainda distribua endereços “.br” do seu estoque no padrão IPv4 ao longo de mais um ano, por meio do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). De acordo com o NIC.br, os dois padrões ainda devem conviver juntos por um período de 15 a 20 anos, até que um substitua completamente o outro.

A empresa cearense de hospedagem de site e serviços de internet ArgoHost é uma das afetadas pela mudança. Segundo o gerente de suporte Cláudio Freire, a empresa já está preparada. “Já trabalhamos com IPv6 em alguns servidores. Há uns dois meses trocamos servidores e roteadores e os testes foram um sucesso”, diz o gerente. Freire acrescenta que a distribuição de endereços IPv4 acabou, mas há empresas que ainda possuem endereços “guardados” para oferecer aos seus clientes.

Em meio ao processo, companhias como a Cisco, que fabricam roteadores e equipamentos de conectividade, estão animadas com a demanda que a mudança deve causar. “É uma mina de ouro, porque no final todo mundo vai ter que atualizar”, prevê Joel Conover, um executivo de marketing da Cisco, citado pelo Wall Street Journal.

Grandes nomes da internet, como Google, Facebook, Yahoo e outros, agendaram para junho deste ano um dia para teste em larga escala, no qual devem trocar as versões de seus sites. O Facebook já mantém no ar a versão de seu site adaptada para o novo protocolo. O endereço de teste é http://www.v6.facebook.com, mas o seu conteúdo só poderá ser visualizado por usuários que já tenham uma conexão IPv6. De acordo com o Google, menos de 0,25% dos internautas acessam atualmente a rede com conexões IPv6. “Para acessar um site com IPv6, obrigatoriamente o usuário precisa que o provedor lhe entregue uma conexão IPv6. Os provedores com o tempo entregarão dois IPs, o IPv4 e o IPv6, nas consultas de DNS sempre darão prioridade ao IPv6 para acesso aos sites”, explica Cláudio Freire.

Fonte: Tecnoguia

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